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:: 9.9.05 ::
VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
Outra vista da sala de exposição.
:: moça do café 4:08 PM [+] ::
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VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
Sala de exposição.
:: moça do café 4:07 PM [+] ::
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VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
Detalhe do banco.
:: moça do café 3:59 PM [+] ::
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VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
Banco em forma de rosa dos ventos, na entrada principal do Centro de Convenções.
:: moça do café 2:07 PM [+] ::
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VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
Outra vista do estande da Secult.
:: moça do café 2:00 PM [+] ::
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VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
Estande da Secretaria da Cultura, principal apoiadora da Bienal.
:: moça do café 1:56 PM [+] ::
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VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
Detalhe da fachada do Centro de Convenções.
:: moça do café 1:52 PM [+] ::
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VI Bienal Internacional do Livro do Ceará
O tema da Bienal eram as travessias literárias, uma ponte entre às Américas e à Ibéria. Na época, a equipe da Amostrado (da qual eu fazia parte) resolveu trabalhar com o conceito da navegação e seus instrumentos. Essa é a fachada do Centro de Convenções do Ceará, com um farol indicando a rota.
:: moça do café 1:48 PM [+] ::
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www.planosequencia.com.br
Site sobre cinema da jornalista Patrícia Karam.
:: moça do café 1:00 AM [+] ::
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Bar do Arlindo
Reduto de jornalistas, músicos e arquitetos (alguns designers perdidos também andam por lá), o bar do Arlindo emociona pela simplicidade do estabelecimento e a sofisticação da trilha sonora.
:: moça do café 12:57 AM [+] ::
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Instituto do Software do Ceará
Outro concurso enquanto ainda era estudante.
:: moça do café 12:53 AM [+] ::
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Colégio de Dança do Ceará - Instituto Dragão do Mar
Ainda estudante, um trabalho em equipe para concurso que escolheria a nova marca do Colégio de Dança.
:: moça do café 12:48 AM [+] ::
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Trabalhos, trabalhinhos, trabalhões
A partir de agora, começo a postar alguns trabalhos meus. Tem coisa da época de estudante, parceria com outros profissionais, experiências e desastres.
:: moça do café 12:41 AM [+] ::
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:: 16.4.04 ::
Além de ser um bom profissional, é necessário demonstrar sê-lo
Mariscal
A profissão dos artistas gráficos não é a de gênios anônimos. Para ser percebido, há que se autopromover. Vida difícil a dos designers: jornada completa e horas extras, noturnas e em feriados. Percorrendo o longo e espinhoso caminho que vai do anonimato à fama (sempre relativizando). Muitos deles passaram a década dos anos 1980 (época do "você desenha ou trabalha?") perdendo horas de sono e castigando o fígado nos bares da moda (bares de design, naturalmente). Na manhã seguinte, com mais remelas do que desejável, precisava rentabilizar os "contatos" da noite em vigília e ainda reservar algum tempo para ver e se deixar ver em alguma exposição e para deixar em dia o guarda-roupa da próxima noite.
A margem desse retrato frívolo, o trajeto dos designers gráficos apresenta o perfil de profissionais geralmente autônomos, muito zelosos de sua independência trabalhista e criativa. Profissionais que lavraram seu próprio caminho. Esses riscos e a enorme concorrência explicam a imperiosa necessidade de se fazer conhecer, ou seja, da autopromoção; e nela se juntam a lógica vontade de negócio (ou de subsistência) e a ânsia de transmitir uma atividade criativa, nesse sentido muito próxima da atitude do artista. De fato, em geral, é um percurso difícil, do qual não obstante não se pode eliminar uma leitura extremamente positiva.
O mecanismo natural de autopromoção dos designers gráficos é, exatamente, o design gráfico. Junto com os trabalhos para os clientes, circula o trabalho para si mesmo: obras variadas que, com toda certeza, denotam o melhor de sua capacidade comunicativa e expressiva. Não em vão, trata-se de um "cliente" bem conhecido, que tem clara a mensagem que pretende transmitir e com que meios. Embora não pague por isso.
Autodesafio Criativo
A cultura gráfica se enriquece, assim, com propostas pouco condicionadas aos objetivos dos clientes e que se mostram como um permanente desafio criativo. Os cartões de visita, os livros, as exposições, a própria página web... Precisam ter capacidade para emergir, hão de construir um reclame por si mesmas, refletirão até certa medida o que o designer é capaz de fazer. E assim se apresentam como uma verdadeira antologia do mais sutil design gráfico. O desafio é constante e, quanto mais imaginativo, de mais meios econômicos se dispõe para a autopromoção. Para um designer principiante, seu primeiro trabalho, uma ilustração, um cartaz, é muito mais que um simples trabalho: pode representar o grande salto, a oportunidade de se fazer conhecer. Porém, se essa oportunidade não chegar, precisará espremer o cérebro para que surja essa idéia original, brilhante, de autopromoção. Uma idéia que pode adquirir forma no leito mais sólido que a profissão brinda tanto a principiantes como a consagrados: o concurso, o desafio de se medir ao vivo com outros profissionais e diante de outros profissionais. E, como é natural, é uma situação em que o valor em dinheiro do prêmio não importa tanto.
Em todo caso, é uma aposta de risco, até porque a concorrência é muito grande, e essa altura é ponto de partida para satisfazer as expectativas futuras; até porque se traça um estilo marcadamente pessoal e voluntariamente inconfundível que precisa ser mantido, embora talvez restrinja as evoluções criativas desses profissionais. E digo: uma vida difícil em que desenhar é existir.
:: moça do café 4:31 PM [+] ::
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:: 29.10.03 ::
Designer não é Personal Trainer
Adélia Borges*
Moema Cavalcanti, uma das melhores designers gráficas do país, não costuma se apresentar como designer. Para ela, essa denominação lembra personal trainer, "um termo da moda, em inglês para parecer muderno". Por isso, prefere um modesto "capista", já que seu principal campo de atuação é o projeto de capas de livros.
Moema é radical e com certeza gosta de frases de efeito, mas ela não está sozinha nesse desconforto. A palavra design se disseminou muito recentemente e, na maioria das vezes, é empregada com um significado reducionista, que a associa a coisas caras, frescas e com um "visual arrojado". Por conta desse adjetivo, usado a torto e a direito, a atividade é entendida como associada a um estilo de móveis ou objetos, o "estilo design", em oposição a um "estilo clássico", provençal ou country. As empresas muitas vezes assumem essa confusão, como a Porcelana Schmidt, que tem linhas como Gold (decorações nobres e exclusivas), Classic Prática (tradição com praticidade) e Design (vanguardismo).
Esta na hora de lançar alguma luz no meio dessa confusão e, para isso, nada melhor do que ir ao velho e bom dicionário. A expressão em inglês já há alguns anos foi incorporada aos dicionários de português. Aurélio e Michaelis coincidem na definição: design é "concepção de um produto ou modelo; planejamento".
Não, a adoção da expressão em inglês não é colonialismo besta dos brasileiros. Mesmo os povos mais ciosos de sua linguagem, como os franceses e os japoneses, não encontraram uma tradução à altura para a palavra. Uma das poucas exceções é a língua espanhola, que tem "dibujo" para desenho e "diseño" para design.
A diferenciação é necessária. A habilidade dos profissionais da área vai muito além do mero ato de desenhar. Os designers de produto têm que adaptar suas idéias aos métodos produtivos existentes, levando em conta aquilo que as indústrias estão ou não aparelhadas a fazer; têm que analisar se os produtos cumprem sua função da melhor maneira possível; têm que examinar se são fáceis de manusear ou operar; e, por último, mas não menos importante, se são bonitos. Seu trabalho consiste em imaginar, criar e encontrar meios de construir novos objetos para que sirvam ao ser humano. Mudando de raio de atuação, a definição vale também para os designers gráficos (que projetam identidade visual, embalagens, livros, sites, etc.) e para aqueles que projetam ambientes, conhecidos como designers de interiores.
Design é a única maneira de buscar e expressar o diferencial de qualidade dos produtos e serviços num mercado cada vez mais competitivo e mais "igual". Não é uma maquiagem superficial, nem um enfeite que se acrescenta quando o produto está pronto, o chantilly ou a cereja em cima do bolo. Design tem a ver com o bolo todo: a farinha que será usada, o jeito de juntar e mexer os ingredientes, o tempo e a temperatura do forno, o sabor, quantos e quais recheios serão usados, e como ele será montado e decorado ao final. É, portanto, um processo de concepção integral dos produtos.
As empresas que usam design adequadamente têm sido recompensadas. Sua boa utilização, via de regra, resulta em maior nível de competitividade. Um caso exemplar, citado 10 em cada 10 vezes que se fala do assunto, é do iMac. Em entrevista a revista Fortune, Steve Jobs, presidente da Apple, explica sua concepção da atividade: "No vocabulário da maioria das pessoas, design significa aparência. É o tecido da cortina, é o sofá. Para mim, design é a alma de tudo que o homem cria e que acaba se manisfestando nas sucessivas camadas exteriores de um produto ou um serviço. O iMac é mais do que a cor, a transparência ou o formato de sua carcaça. A essência do iMac é ser o melhor computador pessoal possível no qual haja uma total interação entre seus elementos."
Se é ou não é o melhor, não é o caso de discutir aqui, mas inegavelmente o iMac tirou a Apple da ribanceira em que estava antes de seu lançamento. Há inúmeros outros exemplos mostrando que bom design é bom negócio. E não apenas o design de produtos. Os casos da Coca Cola e do Marlboro, cujas marcas valem mais do que o patrimônio das companhias que os produzem, dão a dimensão da importância da identidade visual para o sucesso de uma empresa.
Se para os empresários o bom design faz soar a caixa registradora, para o país ele pode representar uma alavanca do desenvolvimento sócio-econômico; e, para o consumidor, frqüentemente resulta numa melhoria da qualidade de vida. Por todas essas implicações, design é uma atividade multidisciplinar, que sempre está simultaneamente ligada à tecnologia, à estética e ao marketing.
Não é meramente um desenho. Moema, por exemplo, nem sabe desenhar, mas é mestre na composição de capas de livros que aumentam as vendas das editoras e o prazer dos leitores. É designer, na melhor acepção da palavra.
(Abril de 2000)
* Adélia Borges é jornalista especializada em design. Tem centenas de textos publicados no Brasil e no exterior, sobretudo na revita Design & Interiores, que dirigiu de 1987 a 1994, e no jornal Gazeta Mercantil, onde trabalhou de 1998 a 2001. É também curadora de exposições e professora de história do design na FAAP, em São Paulo.
:: moça do café 2:03 PM [+] ::
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